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Perguntas que não acabam mais
Em uma nova fase do seu desenvolvimento intelectual, as crianças começam a questionar o mundo em que vivem.
Talvez você demore a perceber que seu filhote, tão pequenininho, já começou a filosofar. Porém, logo se tornará impossível ignorar a enxurrada de "porquês" que ele despejará sobre você. E, por mais constrangedoras e difíceis que lhe pareçam essas perguntas, elas precisam ser respondidas e podem até fortalecer os laços de confiança entre vocês.
Para os pequenos, os pais são os "maiorais" e, na cabecinha deles, têm resposta para absolutamente tudo. Por isso, os adultos precisam ter cuidado nas respostas. Mentiras ou descaso podem ter um efeito muito nocivo sobre a criança.
Mesmo que a resposta seja dolorosa ou difícil, como no caso de perguntas como: "quem morre não volta nunca mais?" ou "por que o papai não mora mais na nossa casa?", a verdade deve prevalecer. As crianças pequenas só querem saber o que perguntaram e tendem a se contentar com respostas simples - mesmo que voltem ao assunto depois, com uma dúvida mais complexa. Então, responda de modo que ela a compreenda, mas tente não se aprofundar demais, a menos que ela pergunte.
Omitir acontecimentos desagradáveis também pode não ser bom, pois as crianças acreditam que tudo gira ao seu redor. São capazes de perceber que o clima na casa não é o mesmo e que a mamãe está triste. Sem saber a razão dessas mudanças, tendem a acreditar que a responsabilidade é delas, que os pais estão tristes com elas ou por causa delas. Portanto, explique o que houve e que você está mesmo triste, mas que a culpa não é dela.
Da mesma forma, responder aos intermináveis "porquês" do seu baixinho com um simples "não sei" será frustrante para ele.
Se você realmente não souber a resposta, sugira que vocês façam juntos uma busca nos livros ou diga que vai procurar descobrir e contará para ele depois. E cumpra sua promessa! Essa estratégia vale, também, para o caso de uma pergunta muito complicada sobre a qual você quer refletir.
Os "porquês" e os outros
As perguntas são feitas a toda hora e em qualquer lugar. Claro que é bem mais confortável responder como o bebê vai parar na barriga da mamãe quando vocês estão na privacidade do lar do que quando estão na fila do supermercado.
Mas seu filho pode simplesmente pensar em alguma dúvida "daquelas" justamente quando vocês estão cercados de pessoas estranhas. Esteja preparada para responder com naturalidade nessa situação, se achar que é o caso, ou para dizer a ele que é melhor vocês conversarem sobre esse assunto em casa, onde é mais tranqüilo.
Lembre-se que quando seu filho pergunta algo é porque está curioso ou realmente não compreende aquela situação. E pode ser que ele diga certas coisas sobre outras pessoas sem se importar se elas estão ouvindo. São frases como: "mamãe, por que aquele homem é tão gordo?", "por que o rosto daquela mulher é daquele jeito?" ou "por que a cor da pele do meu amigo é diferente da minha?".
Antes de ficar nervosa e dar respostas ríspidas como "Isso não se fala!" ou "Fique quieto, dizer isso é falta de educação", lembre-se que seu filho é apenas uma criança que ainda não entende muito bem as regras de convívio em sociedade. E com uma resposta tão exaltada assim, é bem provável que ele pense que ser diferente é errado ou embaraçoso.
E fique tranqüila: as perguntas tendem a ir embora tão de repente quanto chegaram!
Fonte: Johnson & Johnson
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