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Chegando a hora

Seu filho já está dando todos os sinais de estar preparado para largar as fraldas e transpor mais um obstáculo em seu desenvolvimento: usar o peniquinho ou o vaso sanitário com redutor para urinar ou evacuar.

Muitas são as possibilidades de “treinamento” para esse momento. Se a família soube observar essa evolução, esse pode ser mais um passo a ser caminhado e não um obstáculo a ser transposto.

É mais comum, até pelo número de vezes ao dia, que a criança controle primeiro as fezes e depois a urina. Mas, há crianças que não seguem essa rotina.

Lembre-se: Cada criança é uma criança, única, individual e com suas próprias necessidades e habilidades. Aprenda a encontrar a hora mais adequada.

Essa fase pode contar com a participação de muita gente (família, escolinha, creches, entre outros) contribuindo para que essa passagem seja vivida de forma suave, harmoniosa, calma, sem traumas e com a alegria, principalmente por parte da criança, de ter conseguido.

Quando a criança entende, ela pode até começar a pedir a ajuda dos adultos cuidadores (pais, babás, avós).

Uma vez iniciado o processo, estejam preparados para não voltar atrás, pois o resgate pode ser muito mais trabalhoso.

Os dez não-mandamentos

Antes de aprender o que fazer, aqui vão algumas dicas sobre o que não fazer. 

NUNCA forçar, em hipótese alguma, que uma criança aprenda o controle voluntário antes dos 2 anos de idade.

NUNCA relacionar a evacuação a coisas sujas, para evitar problemas futuros, como prisão de ventre, por exemplo.

NUNCA desacreditar na capacidade do filho aprender a usar o banheiro.

NUNCA fazer mudanças radicais.

NUNCA usar o penico fora do banheiro para evacuar ou urinar. 

NUNCA permitir que o penico seja usado para colocar qualquer alimento, água, ou que a criança use-o como chapéu (por mais engraçadinho e maluquinho que possa parecer).

NUNCA retarde a ida ao banheiro quando a criança pedir.

NUNCA deixar a criança suja de urina e fezes na roupa para que ela aprenda a controlar os esfíncteres.

NUNCA diga “Faça nas fraldas mesmo porque agora pode”. Essa atitude pode gerar insegurança e dar a impressão para a criança que tanto faz, que não é tão importante assim e ela pode desistir.

NUNCA critique, force ou castigue e NUNCA deixe de elogiar, estimular e orientar.

O que observar?

Para começar o controle, alguns fatores podem ser indicativos de que seu “bebê” está crescendo.

- Se já há um horário em que essa criança evacue com mais freqüência.

- Se há alguma rotina que a criança estabeleça (evacuar após as refeições, ou urinar após a mamadeira, por exemplo).

- Se a criança amanhece com as fraldas secas por alguns dias seguidos.

- Se a criança tem algum sinal indireto de que está com vontade, por exemplo, “dançar”, fechar as perninhas ou segurar o “pipi” com a mão.

 

Controle das fezes

Normalmente, a criança evacua muito menos vezes do que ela urina em um dia. Assim, é por aí que se pode iniciar essa etapa. Inicia-se o controle pelas fezes e de dia para depois treinar a noite.

Assim, com o tempo, comece a deixar a criança sem fraldas durante o dia e leve seu filho ao banheiro algumas vezes, mesmo que ele não saiba ainda reconhecer a sua vontade.

Se existe um horário mais comum de evacuações, estimule para que esse seja o momento do penico. Se não existe esse horário, tente umas 3 vezes ao dia, sempre de 20 a 30 minutos após as refeições, por 10 a 15 minutos.

Converse com seu filho, explicando a ele o que fazer e porque fazer.

É sempre bom lembrar que o primeiro controle que ele adquire é “segurar”, para não deixar sair. Até por isso, é muito comum, a criança segurar, não conseguir fazer e só evacuar mais relaxada, logo após a “tentativa frustrada”, quando se coloca a fralda novamente ou na roupa mesmo. Se ele conseguir só isso, em uma fase inicial, elogie-o pelo que ele fez e não o critique pelo que não fez.

Mês que vem, o último capítulo da saga: Pode parar de comprar fraldas.

Até lá.

Dr. Yechiel Moises Chencinski
Telefone: 11-3285.2105 / 3284.0992

http://www.doutormoises.com.br

 


 


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