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Mel: Você sabia que...

... além de adoçar alguns alimentos (sucos, iogurtes, mamadeiras, etc), o mel costuma ser utilizado pelas mães e avós para melhor aceitação da chupeta, para aliviar a tosse de resfriados, para curar o chamado "sapinho" e/ou estomatite e para ajudar a soltar o intestino dos bebês ?

A oferta de mel deve ser evitada abaixo de 1 ano de idade por ser um dos possíveis agentes causadores do botulismo infantil (de origem, preferencialmente, alimentar).

A criança nesta faixa de idade não produziu, ainda, sua flora (microbiota) de proteção intestinal, o que favorece a doença, em caso de intoxicação.

Segundo a ANVISA, até 7% da produção de mel analisada (cerca de 100 amostras) estava contaminada por esporos do Clostridium botulinum, responsável por uma doença grave: o botulismo. Uma doença não contagiosa, causada pela ingestão de neurotoxinas presentes em alimentos contaminados com a bactéria que, quando ataca o lactente, afeta o sistema nervoso, provocando tremores, hipotonia (criança fica molinha), falta de apetite, disfagia (dificuldade para engolir) e paralisia, que pode evoluir e causar insuficiência e parada respiratória.

Estes esporos podem ser encontrados não só no mel, mas também em conservas de vegetais, principalmente caseiras (palmito, picles, pequi); produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (salsicha, presunto, carne frita conservada em gordura – "enlatados e embutidos"); pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pasta de queijos e, raramente, os alimentos industrializados.

Assim sendo, estes alimentos também devem ser evitados em crianças abaixo de 1 ano de idade.

Mas, quem já deu mel ao filho não precisa se desesperar. O período de incubação da bactéria varia entre 12 e 36 horas – até, no máximo, alguns dias. Depois do vencimento desse prazo, a criança não está mais sujeita aos perigos do botulismo. Se a ingestão tiver sido recente, os pais devem ficar atentos a sintomas como vômitos, diarréia, fraqueza e dificuldade para engolir. Em caso de dúvida, o ideal é procurar um médico.

Para mais informações sobre o mel e o botulismo, acesse o Boletim Epidemiológico Paulista (janeiro de 2.006) e o Manual das doenças transmitidas por alimentos, ambos do site do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo).

Também podem ser encontradas informações interessantes no site da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde - SSI-Saúde - que é uma unidade administrativa da Procuradoria Geral da República do Ministério Público Federal.

Dr. Yechiel Moises Chencinski
Telefone: 11-3285.2105 / 3284.0992

http://www.doutormoises.com.br

 

 
 
 
 
 


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