Teste do olhinho
Sabe quando você bate uma foto com flash e, algumas vezes, aparece um reflexo vermelho nos olhos de alguém?
Isso é sinal de que a luz foi até a retina, passando por todas as estruturas do olho (córnea, câmara anterior, íris, pupila, cristalino, humor vítreo) e refletiu de volta. Ou seja, a luz não tem nenhum obstáculo em seu caminho e existe a possibilidade de uma visão perfeita.
Esse teste, conhecido como reflexo vermelho, ou Teste do Reflexo de Bruckner, ou Teste do Olhinho já é feito agora nas maternidades, no próprio berçário, pelo pediatra ou pelo oftalmologista.
Quando o teste é positivo e vemos o reflexo: ótimo, não há problemas.
Mas e quando esse reflexo não aparece? Isso significa sempre problemas?
Às vezes, é muito difícil fazer o recém-nascido abrir seus olhos para que o teste seja feito de forma apropriada, mesmo quando são utilizadas todas as técnicas adequadas e possíveis na realização desse exame (penumbra, para facilitar a dilatação das pupilas, uma fonte de luz especial colocada a 1 metro da criança, bebê calmo, sem fome, etc.).
Mas, quando conseguimos observar que esse reflexo aparece de outra cor, podemos estar diante de alguns problemas.
A grande importância do exame é a detecção precoce de doenças que comprometem o eixo visual, como a catarata congênita, o glaucoma congênito e outras.
Caso o bebê não tenha feito o exame nas primeiras semanas de vida, poderá fazê-lo posteriormente, em qualquer idade, pois muitas doenças passíveis de diagnóstico precoce podem aparecer mesmo após as primeiras semanas de vida.
O tratamento de todas essas doenças, quando feito antes do período crítico (primeiros três meses de vida) tem resultados muito melhores.
Dr. Yechiel Moises Chencinski
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