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Meu
bebê já anda !!! E agora?
Com
os primeiros passos inicia-se para o bebê
um período de grandes mudanças,
dado que agora é capaz de entender
o mundo que está à sua volta
a partir uma perspectiva mais ampla. Andar
permite-lhe ver as coisas numa outra dimensão
e desenvolver a sua imaginação
a partir de planos diferentes. Nesta etapa,
andar é um dos sinais de maturidade
mais importantes, juntamente com o sono
noturno. A partir deste momento, o bebê
pode deslocar-se pelos seus próprios
meios e chegar a todas as partes dentro
e fora de casa. As mais inofensivas e também
as mais perigosas. O bebê movimenta-se
por todos os lugares a que tem acesso: não
ficarão de fora o quarto, a cozinha,
os corredores, as varandas ou qualquer outro
lugar escondido da casa. Também atrairão
a sua atenção os objetos que
encontra no seu caminho, pois em cada criança
existe um explorador inato, especialmente
se ela se sentir capaz de bisbilhotar sozinha.
Movida pela curiosidade de explorar um mundo
novo que acaba de descobrir, aquilo que
até há alguns dias lhe era
impossível, já não
o é: as coisas que vê ao longe
já não lhe são inacessíveis.
Alguns passinhos mais rápidos, e
já está!
Limites,
sim ou não?
Geralmente,
quando o bebê começa a andar,
a mãe não para um segundo
só para olhar onde está, no
que toca, ou o que faz. Sente que tem de
se transformar num polvo para poder contê-lo.
No entanto, muitas mamães duvidam
se devem ou não reprimir este espírito
explorador; dito de outra maneira, se devem
impor-lhe limites. E a resposta é
sim. Porque existe a possibilidade de que
a criança se magoe ou ponha em sério
risco a sua saúde (e inclusivamente
a sua vida). Nesta fase, prevenir é
o objetivo principal e a função
dos limites é proteger o pequeno
de lesões e traumatismos sérios.
É verdade que é difícil
impor limites de forma rápida, mas
lembre-se de que o fundamental é
prevenir. Se o pequeno está a mexer
em alguma coisa que não deve e ouve
um "Não" rotundo, depressa
perceberá quais as coisas que pode
fazer e quais não pode. As grandes
explicações, tipo sermão,
não servirão de muito, mas
é bom explicar-lhe o porquê,
obviamente na medida em que a criança
possa compreendê-lo. Se mantiver esta
postura, em pouco tempo compreenderá.
Descalço
ou com sapatinhos?
Quanto
ao calçado, o ideal para esta etapa
é que seja confortável; que
lhe permita andar pela casa sem o impedir
de mover livremente os pezinhos. Para andar
dentro de casa esqueça os sapatos
rígidos e as botinhas. Os sapatinhos
com sola de pele de carneiro ou de ovelha
são os mais aconselhados, já
que além de prevenir as escorregadelas,
permitem uma total liberdade de movimentos
e protegem os pés. A maioria das
crianças adora andar descalça,
e, embora se torne mais confortavel e seguro
para o movimento, desta maneira não
terão qualquer proteção
contra um alfinete, inseto ou lasca de madeira
que possam encontrar no chão, nem
tão pouco no caso de pisar um brinquedo
rígido ou de embater em algum móvel
e ferir os dedinhos. Além disso,
se o chão estiver frio (mármore,
cerâmica, mosaico) também não
lhe fará muito bem.
A
casa e os seus perigos
É
errado pensar que esta ou aquela parte da
casa é perigosa, e as outras são
seguras. Embora seja na cozinha onde se
encontram os elementos cortantes, toda a
casa representa um perigo para o bebê.
O pequeno deixa-se levar pela curiosidade,
e o risco está presente, tanto no
banheiro como na mesinha de apoio na sala.
Por isso, é necessário fazer
algumas alterações para adaptar
a casa à nova condição
que o bebê adquiriu. Mas para além
de proteger as antiguidades da avó
que estão na sala de jantar, estas
modificações tornam-se úteis
para proteger o bebê de tudo aquilo
que poderia pôr em perigo a sua saúde.
Não esqueça que os acidentes
do lar representam entre 60 e 70 por cento
dos acidentes mais graves traumatismos
cranianos, contusões severas, eletrocussão,
acidentes com eletrodomésticos
quando o pequeno tem entre um e seis anos.
Mas,
que alterações é necessário
realizar?
Tudo
o que estiver ao alcance do bebê deve
colocar-se mais acima: desde os porta-retratos
e cinzeiros, até às decorações
que estão na mesinha de apoio. Se
não fizer, é possível
que dentro de pouco tempo todos eles fiquem
feitos em pedaços, e atenção
ao partir-se, o bebê poderia
ferir-se. O ideal é que a família
inteira atue antecipadamente, já
que a maioria dos acidentes em casa são
totalmente previsíveis. Fazendo um
percurso pela casa, é possível
identificar os lugares e objetos aos quais
é necessário dedicar uma especial
atenção.
A
cozinha
A
cozinha é o local onde, além
de preparar as refeições,
também se guardam os instrumentos
cortantes (facas, robots de cozinha, etc.).
Todos estes objetos devem colocar-se em
armários altos ou em armários
que possam fechar-se, para impedir que o
bebê possa abri-los pelos seus próprios
meios. Quando estiver cozinhando, convêm
que acenda os bicos da parte de trás
do fogão. Isto evitará que
mesmo que se ponha em pontas dos
pés a criança ponha
um dedinho no lume ou agarre em alguma panela
ou frigideira, cujo conteúdo poderia
cair-lhe em cima e provocar-lhe sérias
queimaduras. Quanto ao forno, embora existam
fechos especiais que impedem a sua abertura,
o ideal é que quando estiver ligado,
o bebê esteja fora da cozinha, já
que o simples contato com a porta ou as
paredes do forno pode provocar-lhe queimaduras.
A
sala de jantar
Na
sala de jantar, o maior perigo são
as mesas de vidro ou de mármore que
se apoiam sobre dois pilares: os bebês
podem pendurar-se no tampo, que pode cair-lhes
em cima e provocar-lhes sérios traumatismos
no crânio ou no tórax. Se tiverem
cantos ou arestas, as mesinhas de apoio
também são perigosas, uma
vez que o bebê pode ferir-se se cair
sobre elas ou se embater de frente. Para
prevenir acidentes, existem proteções
de borracha ou silicone que se colocam nos
cantos dos móveis, e, em caso de
golpe, evitam que o bebê se magoe.
Nunca permita que o bebê suba para
os sofás ou outros móveis.
Lembre-se que quanto mais alto for o lugar,
maior será o tombo e portanto maiores
serão as consequências. Coloque
num lugar elevado todos os objetos decorativos
que existem na sala de jantar. É
melhor prevenir do que lamentar.
O
quarto
No
quarto, um dos perigos é a cama.
Quando o bebê é muito pequeno,
pode rolar e cair ao chão. Quando
é um pouco maior, a cama converte-se
num trampolim encantador. Por isso, não
permita que as crianças saltem em
cima da cama. Se em cima da cômoda
costuma colocar perfumes e cremes, chegou
o momento de guardá-los em outro
local, pois o pequeno poderia ingeri-los.
O
banheiro
O
banheiro é um dos locais prediletos
dos bebês: o vaso sanitário
parece possuir um atrativo mais que especial,
quer seja para "lavar as mãos",
ou para atirar brinquedos pequenos, com
o consequente problema doméstico
que isto implica. A tampa do vaso sanitário
deve estar sempre fechada (existe um fecho
que não permite abri--la). Mas cuidado:
deixe a porta da casa de banho fechada,
pois com a tampa do vaso sanitário
fechada converte-se num excelente banquinho
para subir. Ao mesmo tempo, nunca guarde
medicamentos nem produtos de beleza ao seu
alcance, pois muitos deles são tóxicos,
e não convêm deixá-los
onde os encontrem.
Varandas,
pátios e jardins
Tanto
a varanda como as janelas devem ter sempre
proteção metálica ou
de rede. Se gosta de jardinagem e tem em
sua casa plantas variadas, confirme com
um especialista se alguma delas é
venenosa. Se for assim, retire-a. O estado
dos vasos deve ser verificado, já
que muitos, especialmente os de barro, desenvolvem
fungos que poderão ser nocivos para
o bebê. Se a casa tem piscina, deve
estar cercada por uma rede com um metro
de altura. Uma queda acidental poderia ser
fatal. As cancelas que se utilizam para
fechar escadas são ideais para limitar
o acesso a pátios, jardins, e lugares
que poderão ser perigosos para o
seu filho. São em plástico
e têm uma altura aproximada de um
metro, e adaptam-se à largura de
todas as aberturas.
Produtos,
um perigo
Um
capítulo à parte merecem os
medicamentos e produtos de limpeza, que
no caso de serem ingeridos pelo bebê
poderiam causar-lhe uma grave intoxicação,
às vezes irreversível. Se
costuma guardar os artigos de limpeza num
armário de chão ou na parte
debaixo da lava-louça, não
demore em mudá-los de local. E o
mesmo é válido para os medicamentos
ou artigos de beleza que estão guardados
no armário do banheiro ou num lugar
de fácil acesso para o seu filho.
O ideal é colocar tudo fora do alcance
do pequeno, em armários altos e com
chave (lembre-se de não deixar a
chave na fechadura, para que o pequeno não
possa abrir o armário). Certamente,
depois de ler estas recomendações,
não vai pensar que deve retirar o
bebê de sua casa. Simplesmente deverá
tomar os cuidados necessários para
que a casa se converta num lugar seguro
onde o seu filho brinque e desfrute.
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