Bebê
prematuro
A maioria das gravidezes tem uma duração
de 40 semanas ou, o que é o mesmo, 280
dias. Considera-se um nascimento de termo quando
o bebê chega ao mundo com uma margem que
pode oscilar entre as 37 e as 41 semanas.
Assim,
se nasce antes das 37 semanas, trata-se de um
bebê de pré-termo. De acordo com
os resultados de investigações
científicas, muitos são os fatores
que determinam o nascimento prematuro e o baixo
peso ao nascer. Entre eles destacam-se a raça
e a classe social, assim como certos aspectos
genéticos e ambientais.
Afortunadamente,
devido aos muitos avanços produzidos
na ciência e na tecnologia técnicas
de vigilância do recém-nascido,
cuidados neonatais sem terapêuticas agressivas,
e prevenção da insuficiência
respiratória, entre outras na atualidade
os bebês prematuros têm maiores
possibilidades de sobrevivência, ainda
que nasçam em idades gestacionais muito
precoces.
Características
gerais
Os
bebês prematuros têm um aspecto
muito característico: a sua pele é
avermelhada e está coberta de lanugo,
uma penugem especial do feto, muito fina, que
permite ver os vasos sanguíneos mais
grossos. Em geral, ao nascer podem pesar entre
1,8 e 2,5 quilos, mas é possível
que pesem menos. Abaixo dos 2 quilos trata-se
de um "grande prematuro". No entanto,
alguns nascem com um peso bastante próximo
do de um bebê de termo, embora com o mesmo
peso por exemplo: 2,7 quilos o bebê prematuro
é diferente, devido ao fato dos seus
órgãos não terem completado
ainda a sua maturação.
De
todas as maneiras, é provável
que o bebê que nasce com um peso de 800
gramas e 26 semanas de gestação
esteja melhor preparado para enfrentar as dificuldades,
do que aquele que pesa 600 gramas ainda que
tenha uma idade gestacional de 28 semanas. Isto
deve-se ao fato da capacidade de adoecer estar
mais relacionada com o peso do que com o tempo
de gestação.
A
verdade é que se a criança nasceu
aos sete meses da gravidez, necessitará
de mais dois meses para chegar à maturidade
do bebê nascido de tempo, mas conservará
o atraso de peso e de altura durante um longo
tempo. Quer dizer que quando o pediatra compare
o seu peso com as tabelas de crescimento, deverá
"descontar" dois aos seus meses de
vida (idade corrigida).
Cuidados
especiais
Devido
ao fato dos seus orgãos não se
encontrarem totalmente maduros, depois do nascimento
o pequenino necessita de receber cuidados especiais,
que podem durar desde poucas semanas até
vários meses, de acordo com o grau de
imaturidade. Por exemplo, os bebês cujos
pulmões não estão suficientemente
preparados e aqueles que pelo seu escasso desenvolvimento
não têm força muscular para
respirar sozinhos devem receber assistência
respiratória mecânica.
Os
bebês prematuros têm, além
disso, dificuldades para regular a sua temperatura
corporal, de modo que muitas vezes é
necessário colocá-los numa incubadora.
Se não se procedesse deste modo, a falta
de regulação térmica dificultaria
o aumento de peso, porque o bebê teria
de gastar muitas calorias para conservar o calor
e não conseguiria aproveitar o alimento.
Quando é dada alta ao bebê, o seu
mecanismo regulador geralmente já se
encontra a funcionar. No entanto, devido ao
seu pequeno tamanho e à escassa quantidade
de gordura corporal, custa-lhe manter o calor.
Por
isso, em casa, é preciso manter o ambiente
aquecido (entre 22 e 23 graus), mas tendo o
cuidado para que a temperatura não seja
excessiva. E nunca deve guiar-se pelos pés
ou pelas mãozinhas: todos os recém-nascidos
prematuros ou não prematuros têm-nos,
normalmente frios, mas isso não quer
dizer que tenham frio. E mais, quando os pés
e as mãos estão quentes é
porque o bebê está excessivamente
agasalhado ou tem febre.
A
incubadora
A
incubadora consiste numa espécie de berço
hermético que mantém uma temperatura
constante bem como o oxigênio e humidade,
para evitar que o bebê perca calor. Ao
ser transparente, pode-se ver perfeitamente
o bebê, que se encontra despidinho. Quando
o bebê nasce com menos de 1,8 quilos,
geralmente coloca-se na incubadora até
que ganhe peso. E se nasce com um peso maior,
passará igualmente uns dias ali para
ver como se adapta ao meio.
Uma
vez que se comprove que tudo funciona bem, muda-se
para o berço. A maior desvantagem das
incubadoras é que o bebê se encontra
separado da sua mamãe, e está
provado que o contato materno é extremamente
importante para o seu crescimento e desenvolvimento.
Por isso, o ideal é que o pequenino seja
alojado numa sala de cuidados intensivos, de
maneira que possa ser acariciado e pegado ao
colo, sempre com roupa estéril e as mãos
devidamente higienizadas.
Tempo
ao tempo
Embora
o seu sistema nervoso esteja ainda imaturo,
o bebê prematuro tem os sentidos em estado
de alerta e reage, em particular, aos sons.
No entanto, convêm sermos cautelosos e
não cair na tentação tão
comum, de hiper-estimulá-lo. É
essencial para a evolução do bebê
que se lhe preste muitíssima atenção
e se saibam esperar os tempos de maturação.
Entretanto, o contato com os pais deve ser o
mais estreito possível. O ideal é
que o papaio vá ver todos os dias à
incubadora, ou mesmo a mamãe, assim que
possa fazê-lo.
A alimentação
O
bebê com menos de 34 semanas de gestação
não conta com capacidade de sucção
nem de deglutição. Por isso é
alimentado através de uma sonda naso-gástrica,
com pequenas quantidades de leite materno, e
também se lhe administra soro. A sonda
permite que gaste menos energias na sucção
e aumente de peso mais rapidamente. À
medida que o bebê evolui, aumenta-se a
quantidade de leite materno e reduz-se o soro.
Quando
o pequenino tem mais de 34 semanas e o seu peso
já lhe permite sugar e engolir estas
duas atividades requerem um grande esforço
muscular pode começar a tomar o peito,
que não só lhe fornece o melhor
alimento, mas também o ajuda a criar
um laço íntimo com a sua mamãe.
Uma dúvida muito comum entre as mães
de bebês prematuros é se terão
leite. Não desespere: se o peito está
estimulado produzirá a quantidade suficiente
de leite para alimentar o seu bebê.
O
estômago de um bebê prematuro é
muito pequenino, de modo que uma vez em casa
deve comer com frequência, embora isto
signifique passar a maior parte do tempo a dar-lhe
o peito ou o biberão. Convem ter sempre
presente que aos prematuros lhes custa muito
sugar; por isso demoram mais tempo a comer.
É importante não os apressar.
Se o pequenino se alimenta com leite de fórmula,
é necessário esterilizar os biberões:
não se deve esquecer que a sua resistência
a infecções é menor. Para
a incorporação dos alimentos sólidos
é preciso esperar a indicação
do médico.
É
melhor prevenir...
O
melhor que se pode fazer por um nascimento prematuro
é evitá-lo. E a futura mamãe
deve saber que isso depende, em grande parte,
dos cuidados durante a gravidez. Daí
a importância dos controlos médicos
rigorosos, antecipados e periódicos.
Muitos dos transtornos do desenvolvimento neurológico
do bebê, assim como as sequelas durante
os primeiros anos de vida alterações
visuais ou diminuição da audição
podem prevenir-se se forem detectados a tempo.
Do
mesmo modo, a identificação precoce
das dificuldades sociais ou emocionais e dos
problemas na aprendizagem, permite aproveitar
ao máximo todos os recursos disponíveis
estimulações visuais, auditivas,
tácteis e de equilíbrio - para
melhorar a qualidade de vida do bebê e
o vínculo com os seus pais. E lembre-se:
embora se trate de um bebê prematuro,
é importante tratá-lo com naturalidade.
A advertência é válida,
visto que muitos pais podem pensar que o seu
filho é extemamente frágil e isso
provoca que, muitas vezes, exagerem os cuidados.
Causas
mais frequentes de nascimento prematuro:
Gravidezes
múltiplas.
Alcoolismo.
Tabagismo.
Toxicodependência.
Malformações do útero.
Incompetência do colo do útero.
Ruptura prematura da bolsa de águas ou
das membranas ovulares.
Infecções urinárias ou
amnióticas.
Gravidez em adolescente.
Gravidez em mulheres maiores de 37 anos.
Diabetes.
Hipertensão arterial durante a gravidez.
Incompatibilidade de Rh.
Hepatite B. |