Aleitamento materno

O que mais falar sobre o aleitamento materno que já não foi dito ainda? Tudo e sempre. Quanto mais se falar, quanto mais se orientar e se estimular, maior a chance que teremos de difundir sua importância e de conseguirmos o compromisso dos pais com o aleitamento materno.
Nossa luta atual, liderados pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), contando com o apoio valoroso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é a extensão do período de licença-maternidade de 4 para 6 meses, permitindo, assim, o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida. Essa lei já foi aprovada pelo Senado (nesse momento em que escrevemos esse livro) e aguarda aprovação na Câmara, para ser sancionada como lei (mesmo que seja opcional e estimulada por incentivos fiscais).

Quando eu saí da faculdade e da residência médica, a rotina alimentar para os bebês era oferecer o seio materno enquanto possível. Com 1 mês de vida se introduzia o suco, aos 2 meses a papa de frutas, aos 3 meses o almoço e aos 4 meses o jantar. E isso acontecia mesmo com as mulheres ficando mais em casa, trabalhando menos fora de casa do que fazem hoje. De 1940 a 1990, a participação da mulher no mercado de trabalho passou de 19 a 35,5%.
Nessa época, não havia o estímulo ao aleitamento e a introdução de outros alimentos, juntamente com a oferta de outros tipos de leite artificiais (de vaca inicialmente e em fórmulas depois) de fácil preparo, antecipava o desmame.
Hoje, quase 30 anos depois, o leite materno assume seu papel primordial, preponderante, fundamental e até exclusivo nos bebês até o 6º mês de vida. Explicando melhor: até o 6º mês de vida, o único alimento que o bebê precisa é o leite materno.
- Mas, Dr. Moises, e água?
- Não precisa!!!
- Um suquinho??
- Não!!!
- Uma fruta???
- Nem pensar!!!
O leite materno é o alimento completo, necessário e suficiente para o bebê até o 6º mês de vida. Para tornar essa opção viável, a licença-maternidade está passando de 4 para 6 meses, através de projeto de Lei do Senado nº 281 de 10/08/2005.
Essa é orientação que foi proposta na Organização Mundial de Saúde e foi adotada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, e... humildemente, também por mim.
E até que alguém me prove o contrário, minha postura será sempre a de estimular, ao máximo, o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida.

Seio materno

Não há como mudar o discurso. Não há como não insistir.

O leite materno é a alimentação necessária, suficiente, adequada, total, definitiva, imprescindível, inquestionável... , fundamental, etc., etc... será que eu esqueci algum adjetivo (está tudo incluído nos... e nos etc., etc., tá?)

Todos nós sabemos da importância do aleitamento. Mas, e sempre aparece um mas, a mamãe precisa ter consciência, conhecimento e, principalmente vontade e apoio para poder executar esta tarefa e ter este prazer de forma adequada.

Que ninguém diga que será fácil.

Que ninguém diga que não será necessário persistir um pouco mais em determinadas situações adversas.

Que ninguém desvalorize o entusiasmo, o esforço de uma mãe que quer amamentar.

Todos são contra as guerras, mas poucos “brigam” pela paz, não é mesmo?

Assim, é necessário apoiar, dar suporte e condições físicas e emocionais para que a mamãe possa se dedicar a este procedimento tão fundamental para o bebê, para ela, para o papai e para toda a humanidade.

É isso mesmo: amamentar é a perfeita síntese de mamãe e amar.

Dr. Yechiel Moises Chencinski
Telefone: 11-3285.2105 / 3284.0992
http://www.doutormoises.com.br


 

 

 

 


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