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Poucas
semanas depois de um parto, a mulher volta a
poder engravidar. E como os primeiros meses
de um bebê exigem toda a dedicação
da mãe, esta não é, na
maioria dos casos, a melhor altura para enfrentar
uma nova gravidez.
O
uso de contraceptivos após a gravidez
O mais natural é que, após a chegada
do primeiro filho, o casal tenha cuidados especiais
no que diz respeito ao uso de contraceptivos.
Uma vez que as circunstâncias não
são as normais - o bebê está
a ser amamentado e o corpo da mãe sofre
as mais diversas alterações -
é importante conhecer os diferentes métodos
contraceptivos e escolher o mais adequado.
Preservativo
Este tipo de contraceptivo tem uma eficácia
de 96 por cento - quando devidamente usado -
não contêm substâncias que
possam interferir na composição
do leite materno e não é aplicado
no corpo da mãe. Assim, não representa
qualquer risco para o bebê nem exige por
parte da mãe qualquer tipo de adaptação
física. Tudo isto torna o uso do preservativo
o método mais indicado para um casal
com um bebê recém nascido.
Diafragma
Depois de um parto, o corpo da mulher sofre
bastantes alterações. A vagina,
o útero e o colo do útero tornam-se
maiores e, caso tenha usado o diafragma anteriormente,
este terá de ser readaptado. Contudo,
este método também não
causa qualquer interferência no que diz
respeito à amamentação,
pois não contém nenhum tipo de
componente hormonal. A eficácia do diafragma
ronda os 80 por cento.
Pílula
Este é o método contraceptivo
cuja eficácia está mais próxima
dos 100 por cento. No entanto, as pílulas
anticoncepcionais contêm uma combinação
de hormônios que podem alterar a composição
do leite materno ou mesmo diminuir a sua produção.
Em alguns casos, o médico aconselha o
uso da pílula a partir da terceira ou
quarta semana após o parto. No entanto,
outros médicos defendem que se deve aguardar
o reaparecimento da menstruação
- que geralmente ocorre entre a sexta e a décima
semana após o parto - antes de recorrer
a este método.
Contudo, há quem ponha em causa eventuais
efeitos secundários da progesterona sobre
os rins e o fígado do bebê, para
além de que existem estudos que apontam
para uma relação direta entre
a ingestão prolongada de progesterona
e a incidência de cancêr da mama.
Dispositivo
intra-uterino (DIU)
Hoje em dia, a maioria dos especialistas de
saúde consideram este método seguro
e eficaz. No entanto, é geralmente aconselhado
apenas às mulheres que já tenham
sido mães. O DIU pode ser inserido entre
a quarta e a sexta semana após o parto,
altura em que o útero já recuperou
o tamanho normal. A eficácia deste dispositivo
ronda os 98 por cento.
Planeamento
familiar natural
Se preferir não recorrer a contraceptivos
hormonais ou artificiais, um casal pode sempre
optar pelos métodos naturais.
Contudo, a eficácia destes métodos
deixa muito a desejar - situa-se geralmente
na ordem dos 70 por cento - em especial nos
primeiros dois ou três meses depois do
parto.
Em primeiro lugar, o muco cervical não
regressa ao normal até que se restabeleça
o ciclo de ovulação. E para além
disso, a medição da temperatura,
que neste caso é fundamental, só
pode ser feita com pouca margem de erro após
seis horas de sono. Naturalmente que são
raras as vezes em que a mãe de um bebê
tem oportunidade de dormir várias horas
seguidas sem interrupções. Portanto,
durante os meses que se seguem ao parto, e até
que os ciclos da mulher estejam regularizados,
o melhor será optar por outros métodos
contraceptivos.
Lembre-se:
procure sempre a orientação de
seu médico.
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