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Meu bebezinho


Recuperação total depois do parto

Os primeiros dias com o bebê são caóticos para as novas mães. Um recém-nascido dá uma volta tão grande na casa que até os horários se alteram. Quantas vezes a mãe vai tomar o café da manhã na hora do almoço? Quantos dias só conseguirá despir o robe no meio da tarde?
Pode parecer um exagero, mas é assim. As semanas a seguir ao parto voam dando o peito ao bebê, retirando e colocando fraldas, dando-lhe banho e consolando-o. O choro do bebê aparece a qualquer momento e a mãe correrá para o acalmar.

Cansaço, sono e depressão
O pior de tudo é que a recente mãe acaba de passar por um parto ou uma cesariana e encontra-se cansada e, provavelmente deprimida. Nestas circunstâncias, o carinho e a compreensão do pai (e a sua colaboração nos cuidados do bebê) serão para ela uma grande ajuda. Naturalmente, as mães que não convivem com o pai do bebê, necessitarão de apoio psíquico e material da sua propria mãe, de uma irmã ou de uma amiga.

É certo que muitas mulheres já tiveram um ou mais filhos, mas isso não significa que ao ter um parto se recupere de um dia para o outro. Os trabalhos do parto - e tambem a cesariana - resultam extenuantes e a mãe tem de recuperar as forças.
Além disso, durante estes dias podem surgir alguns sintomas de mal-estar: o peito aumenta de tamanho e pesa muito mais; doi a coluna, em especial a zona lombar; o ventre também pode doer; e no períneo, no útero ou na barriga ficaram feridas para cicatrizar.

O organismo feminino necessita de pelo menos umas seis semanas para se recuperar do parto ou da cesariana e recuperar a energia.
Regra geral, passadas umas três semanas, terão cessado as hemorragias vaginais. E passados 10 ou 12 dais a maioria das feridas do períneo, do colo do útero ou da vagina terão cicatrizado. Ainda que não exista uma norma, se são muito grandes ou profundas, tardarão um pouco mais.
Passadas oito semanas, o metabolismo terá concluído a transição de um estado de gravidez normal. Isto pressupõe que terão diminuído as hormonas da gestação, sobretudo os estrogenos (no seu lugar o organismo está segregando prolactina, uma hormona que intervem na produção do leite).

Tambem terão desaparecido do sangue materno as hormonas da felicidade e anti-stress (endorfinas), substâncias que ajudaram a suportar os tremendos esforços do parto e muitas vezes durante muitas horas.
Mas estas alterações hormonais têm estado a produzir uma grande revolução psíquica e são culpadas dos teriíveis altos e baixos emocionais que a mãe sente neste periíodo.

Além do apoio do companheiro, uma das coisas que mais a podem ajudar é ocupar-se da sua imagem estética. Os primeiros exercícios físicos devem fazer-se no hospital ou na clínica. No curso de preparação para o parto, certamente terão aconselhado a realizar movimentos rotativos com os pés e com os braços(melhoram a circulação sanguínea) e uma série de exercícios específicos para reabilitar o períneo, em casa, podemos e devemos ocupar-nos do flácido abdômen, e de cuidar da nossa coluna. O tempo que dedicamos a fazer exercício vai-nos distrair e ajudar a que nos sintamos bem com esse desconhecido que é agora o nosso corpo.

 


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