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O
parto normal é o mais vantajoso para
a mãe, mas não é recomendado
para mulheres com gravidez de alto risco. Cada
parto tem sua indicação, vantagens
e desvantagens. Conheça as características
de cada um...
O
médico orienta a paciente e permite a
presença do marido ou de outra pessoa
que transmita segurança à mulher.
A luz do ambiente é suave; pode haver
música, de acordo com a vontade da futura
mamãe, e há o mínimo de
conversa ao redor. Tudo tem o objetivo de tornar
o momento mais aconchegante.
O bebê nasce pela vagina. Imediatamente
após o parto é levado ao peito
da mãe para que ambos se vejam e se toquem.
Os partos normal, na água e de cócoras
podem ser huma-nizados. Mas também há
como usar elementos do parto humanizado na cesariana.
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Normal
ou natural
Durante o período de contração,
o obstetra avalia a dilatação do colo
do útero. Quando este já estiver dilatado
por completo, a cabeça do bebê estará
no canal vaginal. Quando preciso, o médico
fará um corte na vagina se tiver abertura
insuficiente ou quando o bebê estiver sentado.
O bebê nasce pela vagina, e a placenta sai depois
da saída do bebê. De acordo com avaliação
do pediatra presente na sala de parto, o bebê
é levado ao peito da mãe, para dar a
primeira mamada e terem o primeiro contato físico.
Em 24 horas, mãe e filho podem ir para casa,
a menos que o bebê tenha alguma complicação
e risco de vida. Em geral, a mulher volta a realizar
suas tarefas normais em menos tempo do que a que passou
pelo parto cirúrgico.
Na
água
A mãe fica sentada em uma banheira. O pai também
pode entrar na banheira e apoiar a mulher, como no
parto de cócoras. A água cobre toda
a barriga e deve estar na temperatura do corpo, a
37º C. A água morna deixa a gestante relaxada
e alivia as contrações.
Em relação ao natural, este parto é
mais rápido e menos dolorido para a mãe,
além de mais tranqüilo para o bebê.
Ele sai de um meio líquido e quente para outro
meio líquido e quente.
Em Brasília, não há hospitais
ou clínicas que realizam este tipo de parto.
Em todo o Brasil, o método foi pouco difundido
em função da pouca aceitação
no meio médico. O Hospital Albert Einstein
tem banheira somente para o trabalho de parto.
De
cócoras
Indicado para mulheres que tiveram gravidez saudável
e sem problema de pressão, só pode ser
realizado se o feto estiver na posição
cefálica (com a cabeça para baixo).
Antes, a gestante precisa fortalecer a musculatura
do períneo com hidroginástica e exercícios
orientados por um fisioterapeuta, ou podera ter incontinência
urinária.
Este parto é mais rápido e menos dolorido
do que o parto em que a mulher fica deitada, porque
a barriga fica em posição vertical,
facilitando a saída do bebê.
A mulher fica com as plantas dos pés no chão
ou na cama, sentada num banco de madeira ou numa escada
de dois degraus. Só fica de cócoras
enquanto o bebê sai do canal vaginal. Até
então, ela tem liberdade para andar, abaixar-se,
tomar banho e se movimentar da maneira que se sentir
mais à vontade.
O marido a apóia por trás, com os braços
no tórax. O médico não aplica
anestesia ou usa remédio. Ele monitoriza o
parto e ampara a criança.
Em 24 horas, a mãe pode ir para casa em repouso
parcial não precisa ficar deitada.
Cirúrgico
Conhecido como cesariana, este procedimento é
indicado para os casos em que o parto normal (vaginal)
é difícil ou impossível. Por
exemplo: desproporção entre a cabeça
do feto e a bacia da mãe, posição
invertida do bebê, quando a gestante é
diabética, tem pressão alta ou menos
de 16 anos.
É aplicada anestesia regional na mulher. O
obstetra faz um corte de 15 cm na barriga, por onde
o bebê nascerá. Em seguida, o médico
retira a placenta e fecha o corte com pontos.
Depois do parto, a mãe não pode amamentar
ou segurar o bebê porque suas mãos ficam
presas e ela está sob efeito da anestesia.
A mulher precisará ficar no hospital por, no
mínimo, 48 horas. A recuperação
total é lenta.