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A picada que alivia

Conversar bastante com seu obstetra e com o médico anestesiologista da equipe é uma boa maneira de você esclarecer todas as dúvidas e ansiedades a respeito e ver que não se trata de nenhum bicho de sete cabeças.

"Hoje temos equipamentos ultra-modernos para fazer o monitoramento de sinais como a pressão arterial da gestante durante o período de aplicação e atuação dos anestésicos, o que possibilita detectar precocemente qualquer alteração e corrigir prontamente, evitando prejuízos para a mãe ou para o bebê", afirma Rogério Videira, médico anestesiologista do Hospital e Maternidade São Luiz e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Anos atrás, cerca de 10% das gestantes que recebiam anestesia raquidiana penavam com uma dor de cabeça que durava até três dias após o parto. O mal estar era desencadeado pela agulha, que deixava um buraquinho na membrana do canal espinhal provocando uma diferença de pressão interna. A dor só ia embora quando esse buraquinho cicatrizava, alguns dias depois.

"A agulha usada atualmente é infinitamente mais fina, por isso apenas cerca de 0,2% das mulheres ainda sofrem com essa reação", aponta Videira.

 


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